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November 13, 2024

Adubação De Cobertura Do Milho — Como Fazer?

De: Equipe Agronômica

Adubação de cobertura do milho: conheça os melhores fertilizantes, o momento ideal de aplicação e dicas para garantir a nutrição adequada em cada fase do ciclo.


Adubação De Cobertura Do Milho — Como Fazer?
Adubação De Cobertura Do Milho — Como Fazer?

A adubação de cobertura é uma prática agrícola fundamental para garantir o desenvolvimento saudável do milho, uma das principais culturas do mundo. Com sua capacidade de fornecer os nutrientes essenciais durante as fases críticas de crescimento, esse método é uma peça-chave para otimizar o potencial produtivo da lavoura. 

No Brasil, a cultura do milho é uma das mais importantes, especialmente devido à sua relevância tanto para o consumo humano quanto para a produção de ração animal. No entanto, muitos agricultores ainda enfrentam desafios relacionados ao momento ideal de aplicação de fertilizantes e à quantidade exata de nutrientes necessários para cada fase do ciclo da planta.

Neste artigo, vamos explorar como realizar a adubação de cobertura do milho de forma eficiente, garantindo que a plantação receba a nutrição necessária em cada etapa. Abordaremos:

  • o que é a adubação de cobertura e qual a sua importância;
  • quando fazer a adubação de cobertura do milho;
  • fornecimento de nitrogênio durante o ciclo de vida do milho;
  • adubação de nitrogênio e potássio;
  • dicas práticas para uma adubação de cobertura eficiente;
  • indicação de produtos Yara para a adubação de cobertura do milho.

O que é a adubação de cobertura e por que ela é importante?

A adubação de cobertura é o processo de complementar o fornecimento de nutrientes à planta em momentos específicos do seu ciclo de vida. Isso é fundamental para aumentar a eficiência do uso dos nutrientes, compensando as perdas de nutrientes por volatilização, lixiviação ou imobilização.

Ela atua como um reforço à adubação de base, garantindo que as plantas tenham acesso contínuo aos elementos essenciais para seu desenvolvimento saudável e produtivo e é indicada especialmente para o nitrogênio, nutrientes altamente demandados pela cultura, porém bastante passíveis de perdas no ambiente.

A adubação de cobertura do milho também é bastante recomendada para o potássio, o enxofre e o boro.

Quando fazer a adubação de cobertura do milho?

O momento ideal para realizar a adubação de cobertura depende das necessidades nutricionais da planta em diferentes fases do seu ciclo. No milho, a fase de maior demanda por nitrogênio ocorre durante o pendoamento, enquanto o potássio deve ser fornecido principalmente antes do florescimento.

Porém, a aplicação desses nutrientes deve ser realizada com antecedência para que haja sua dissolução nos grânulos do fertilizante e a chegada deles até as raízes. Afinal, eles precisam ser absorvidos e assimilados pelas plantas nos momentos de definição dos componentes de rendimento, especialmente o nitrogênio.

Leia também: Princípios agronômicos do milho

Fornecimento de nitrogênio durante o ciclo de vida do milho

A adubação de cobertura deve ser feita de forma inteligente, ou seja, sem desperdício de recursos e fornecendo exatamente o que a planta necessita em cada etapa de seu desenvolvimento. Confira as necessidades do milho em cada fase:

Da germinação até V6 - V7 (sexta e sétima folha)

Alta necessidade de nitrogênio em abundância no solo para estimular a diferenciação dos primórdios florais (pendão, em V6-V7, e espiga, sete a dez dias após a diferenciação do pendão), impulsionar o crescimento e garantir a extensão do colmo. Por essa razão, é recomendada uma aplicação até V6-V7, ou duas, sendo uma em V3-V4 e outra em V6-V7 

De V6 - V7 até o florescimento

É necessário fornecer nitrogênio com foco em garantir nutrientes para favorecer todo o processo de definição do número potencial de inflorescências (espigas) por unidade de área e o número potencial de grãos por inflorescência..

Do Florescimento até enchimento de grãos

A definição do número de óvulos que irão originar grãos depende das condições ambientais no subperíodo florescimento-polinização e no início do subperíodo de formação e enchimento de grãos, especialmente disponibilidade de água, de chuvas.

É importante que ainda haja disponibilidade de nitrogênio para que a planta cumpra esse processo sem deficiência, garantindo alto potencial produtivo.

Adubação de nitrogênio no milho

O nitrogênio é o nutriente que as plantas mais demandam, já que ele está relacionado com a fotossíntese, fixação de carbono e síntese de aminoácidos.

Na hora de planejar a adubação de cobertura, é importante ter em mente que parte deste nutriente pode ser disponibilizado pela matéria orgânica do solo e parte da cultura anterior, principalmente a soja, que tem o potencial de deixar um saldo positivo dele pelo processo de fixação biológica do nitrogênio atmosférico. 

O restante deve ser fornecido por meio dos fertilizantes, por isso, a aplicação deve levar em consideração a produtividade da área e a quantidade de nitrogênio exportada.

Porém, mesmo que a matéria orgânica e a cultura anterior possam contribuir com nitrogênio para o milho, elas estão muito mais ciclando do que aportando o nutriente. É fundamental considerar, nesse contexto, a quantidade exportada e as perdas por meio de uma análise de balanço. O milho exporta, em média, 15 kg de nitrogênio por tonelada de grãos.

Considerando as perdas por escorrimento superficial em solos ondulados, por lixiviação em solos arenosos e por volatilização no caso da uréia, deve-se aplicar uma quantidade maior que essa por tonelada produzida. E tanto maior quanto maior for a dimensão dessas perdas.

Os fertilizantes à base de nitrato de amônio são usados como referência testar qualquer fonte nitrogenada em pesquisa devido à sua alta eficiência (quase não há perdas por volatilização e proporcionam um balanço nutricional entre nitrato e amônio que favorece o desenvolvimento e a produtividade do milho).

Portanto são a fonte mais recomendada para evitar perdas por volatilização, enquanto o parcelamento das aplicações é a melhor maneira de mitigar as perdas por escorrimento superficial e lixiviação. 

Adubação de potássio no milho

Para a adubação potássica, é essencial realizar a análise do solo para determinar a quantidade disponível desse nutriente. A quantidade de potássio exportada pelo milho é cerca de 4 kg de K2O por tonelada de grãos. 

Esse valor deve ser corrigido pela eficiência da adubação e pelo teor de potássio no solo, uma vez que o milho absorve cerca de 18 kg de K2O para produzir cada tonelada de grãos. Praticamente todo o potássio é absorvido antes do florescimento, então o ideal é garantir a aplicação adequada desde o início do ciclo para uma boa produtividade do milho.

Dicas práticas para uma adubação de cobertura eficiente

  • Análise de solo: realize análises de solo regularmente para garantir uma adubação de cobertura adequada.
  • Aplicação de nitrogênio: o nitrogênio deve ser aplicado durante o pendoamento para maior eficiência.
  • Monitoramento climático: fique atento às condições climáticas para evitar perdas por volatilização e lixiviação.
  • Fertilização adequada: utilize fertilizantes específicos para milho, ajustando as doses conforme a necessidade da cultura.

Fertilizantes Yara indicados para adubação de cobertura do milho

Para obter o melhor desempenho no cultivo do milho, é preciso utilizar fertilizantes que ofereçam uma nutrição balanceada e eficiente durante todas as fases do ciclo da planta. A Yara Brasil, com suas linhas de fertilizantes avançados, oferece soluções que garantem o fornecimento adequado de nutrientes nas fases críticas de crescimento, especialmente na adubação de cobertura. Confira as opções recomendadas para o milho:

  • YaraBela — ideal para a adubação de cobertura com nitrogênio, garantindo o desenvolvimento saudável das plantas e a máxima eficiência no uso de nutrientes. Fornece nitrogênio metade nítrico e metade amoniacal;
  • YaraMila — com uma fórmula balanceada de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), nitrogênio nítrico e amoniacal, YaraMila é uma excelente escolha para suprir as necessidades nutricionais do milho ao longo do ciclo, especialmente durante a fase de implantação da lavoura (adubação de base);
  • YaraBasa - fertilizante multinutriente com até 8 nutrientes em cada grânulo, com N amoniacal, com alta concentração de P e S solúveis, além de micronutrientes de alta performance. Alternativa indicado para a adubação de base.
  • YaraAmplix e YaraVita— suplementos foliares que oferecem micronutrientes essenciais e substâncias de matriz orgânica, complementando a nutrição da planta, condicionando-a para enfrentar estresses e promovendo um crescimento uniforme e vigoroso.

Esses fertilizantes, combinados com um manejo adequado e uma análise de solo criteriosa, asseguram que o milho receba todos os nutrientes necessários para alcançar altos níveis de produtividade e qualidade.

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